Vivenciei um momento extremamente crítico na fábrica em 12/11/2021, quando ocorreu a queda de duas torres do sistema de acesso Rope Way na Barragem de FI/II. Diante de um cenário de crise, foi fundamental agir com rapidez, coragem e foco, mobilizando esforços para identificar as causas do evento e tratálas de forma imediata, assertiva e responsável. O ocorrido gerou impactos significativos tanto para a evolução do projeto quanto para a reputação da companhia. A situação foi divulgada na imprensa de forma distorcida, resultando em questionamentos sobre a estabilidade das barragens. Além disso, houve forte atuação de órgãos reguladores e a mobilização de diversos stakeholders, o que aumentou ainda mais a complexidade. Nesse ambiente de grande pressão, foi necessário conduzir análises técnicas rigorosas, promover transparência na comunicação e engajar a equipe na busca por soluções consistentes. Também foi essencial lidar com sentimentos como insegurança, frustração e desgaste, fortalecendo o alinhamento e a confiança entre todos os envolvidos. Apesar dos desafios, esse momento trouxe aprendizados valiosos. Permitiu fortalecer a cultura de gestão de riscos, aprimorar processos e desenvolver ainda mais a resiliência e a capacidade de resposta da equipe. Foi uma experiência marcante, que exigiu não apenas competência técnica, mas também liderança e equilíbrio emocional para transformar uma crise em uma oportunidade de evolução.