Cheguei na DB em maio de 2019, quando tínhamos até então, 9 estruturas a montante no programa de descaracterização, sendo que para uma delas; Sul Superior, tínhamos definido 3 ações ultra emergenciais comunicadas à sociedade local, que eram: disposição de 1.000 blocos de granito na área da mancha de inundação, instalação de duas telas Geobrug no leito do rio a jusante e escavação para um canal de desvio que iria desviar grande parte do rejeito, em caso de rompimento. As duas ações iniciais foram realizadas, mas a terceira foi cancelada, dado que as sondagens identificaram uma necessidade de escavação maior do que a prevista, fazendo com o que tempo de obra fosse muito superior à construção da ECJ, que estava a iniciar. Desta forma, foi necessário ir até a Barão de Cocais, explicar o cancelamento desta ação aos principais interessados (Prefeito, Defesa Civil e Comunidade). Naquele momento, como já tínhamos vôos recorrentes de drone, optei pela utilização do vídeo na preparação para interlocução, trazendo para o público a comprovação mais realista das duas ações realizadas e explicando o cancelamento/substituição da ação prevista (canal) para a construção da ECJ. As reuniões com a prefeitura e defesa civil foram positivas, mas a reunião com a comunidade foi tensa, em função da presença de pessoas do movimento de atingido por barragens, que só não teve um desfecho ruim, pela possibilidade de adoção de falas mais “humanas”, no sentido de validação do sentimento daqueles que estavam sofrendo por terem saído de suas casas meses antes daquele dia, em função do acionamento da sirene, quando da elevação de NE da estrutura de 2 para 3.