Ao assumir as atividades na Barragem do Torto, em 2021, identifiquei um problema crônico de acesso ao local das obras. Essa condição representava risco à segurança da operação e afetava diretamente o transporte dos agregados utilizados no reforço da barragem, bem como do solo destinado à construção do maciço. Ambos os materiais precisavam percorrer um trecho de aproximadamente 4 km sob sistema de pare/siga, o que reduzia significativamente a produtividade e colocava em risco a segurança das pessoas e o cumprimento do prazo do projeto. Após compatibilizar o estudo dos acessos necessários para a execução das sondagens em conjunto com a análise das vias já existentes — provenientes de propriedades adquiridas ao longo dos anos —, foi possível definir uma rota alternativa de acesso. Com essa solução, o trecho em pare/siga foi reduzido para cerca de 100 metros. A medida viabilizou a conclusão do transporte necessário para a conclusão do escopo da barragem sem acidentes, dentro do prazo previsto e com expressiva redução de custos.

Rafael Rodrigues