Ingressar na DB em 2019, logo após o desastre de Brumadinho, representou um dos maiores desafios da minha trajetória profissional. Aceitei esse desafio motivado pelo sonho de atuar na Vale e pela oportunidade de crescer em um ambiente de alta responsabilidade, performance e aprendizado. Hoje, após mais de seis anos, reconheço o quanto evoluí como profissional, tanto no aspecto técnico quanto em competências relacionadas à gestão, percepção de risco e relacionamento humano — características indispensáveis para atuar nesse contexto. Um momento marcante ocorreu durante uma visita de auditoria da FEAM (SLR). Em uma atividade realizada no talude do maciço principal de Campo Grande. Durante o acompanhamento, percebi que a execução não estava ocorrendo conforme o planejamento previsto. Diante disso, solicitei imediatamente a paralisação da atividade e pedi ao encarregado que apresentasse o planejamento operacional. Após analisar a situação, identifiquei que, mesmo seguindo a proposta inicial, a execução não garantiria as condições adequadas de segurança e eficiência. Mantive a atividade paralisada e acionei o ATO e a equipe de engenharia para reavaliarmos o projeto. Em conjunto, revisamos o desenho técnico, ajustamos a solução e submetemos novamente à aprovação da projetista. Somente após a validação técnica retomamos a atividade. Toda a condução foi acompanhada pela equipe de Geotecnia e pelos auditores, que posteriormente formalizaram um reconhecimento escrito,destacando a percepção de risco, a postura técnica e a forma responsável com que a situação foi conduzida.